10 de junho de 2007

As informações da pesquisa em Marketing

Buscar informações no mercado junto aos consumidores é uma tarefa comum às organizações, com a intenção de melhorar produtos ou serviços, conhecendo quais são os desejos dos clientes e criando um relacionamento.
Ao elaborar uma pesquisa a organização deve saber exatamente o que deseja, pesquisar não é um ato de coletar dados e guardá-los em gavetas.
Atualmente existe a barreira invisível da delimitação do acesso às informações, evidentemente existem informações que podem ser protegidas, mas para que a organização compreenda melhor o mercado e como o consumidor pensa, é natural compartilhar uma informação relevante às áreas e com isso criar uma integração ao aperfeiçoar todo e qualquer processo organizacional e de relacionamento com o consumidor.
Quando uma organização trabalha isolando suas áreas acaba impondo barreiras e criando as maiores dificuldades para todos os colaboradores, gerando conflitos desnecessários e perdendo grandes oportunidades.
É aceitável ter dentro das organizações opiniões diferentes, com isso o trabalho melhora constantemente, desde que todos trabalhem conjuntamente e permitam-se auxiliar uns aos outros.
Mesmo em pesquisas específicas de certas áreas, percebe-se que seus resultados e aplicações influenciam diretamente no desempenho dos demais, pois a organização trabalha em conjunto e deve ser compartilhada.
Todos os dias são realizadas pesquisas e as informações são passadas diretamente do cliente para um vendedor, ou alguém que trabalhe em um call center, mas o que é feito com esta informação é o mais importante, em algumas organizações ela é descartada, pois a cultura da empresa esquece de levar em consideração as informações coletadas pelos colaboradores que estão em contato direto com o consumidor.
O sucesso de uma pesquisa depende da qualidade de suas perguntas, de sua elaboração e da facilidade de compreensão para qualquer pessoa que seja entrevistada, por isso é importante que uma pesquisa tenha:
  • Uma seqüência: ao definir as questões, deve-se prestar atenção se as questões auxiliam a compreender o objetivo principal, não há como obter dados corretos se as questões estão embaralhadas e causam confusão na mente do consumidor entrevistado;
  • Uma linguagem clara: a simplicidade é um ponto muito bem-vindo em uma pesquisa, utilizar terminologias técnicas com consumidores pode levar a erros e também traz dúvidas sobre o foco da pesquisa;
  • Não pode haver influência externa: ao responder um questionário, mesmo que para uma pessoa, o consumidor têm o direito a expressar a sua opinião individual, logicamente a presença de uma pessoa pode influenciar em algumas respostas, por isso é aconselhável que esta pessoa não demonstre vínculo com produtos, serviços e empresas ao entrevistado, isto também é percebido em pesquisas feitas pela internet, onde as pessoas podem expressar sua opinião com maior precisão.
Existem outros pontos que podem ser levantados para que uma pesquisa tenha um resultado dentro do objetivo da organização, mesmo assim as informações devem ser compartilhadas, pois uma área interfere diretamente no desempenho da outra.
A necessidade de uma pesquisa é um dos fatores que permite às organizações manter-se no mercado, enfrentando a concorrência e mantendo clientes fiéis.
Ao atender os desejos dos consumidores, a empresa coloca em prática os resultados dos estudos de mercado, seja com uma pesquisa inteiramente nova ou que traga dados históricos para enriquecer seu conteúdo.
A cada nova pesquisa existe uma melhoria natural, desde a elaboração até a abordagem do consumidor, por isso é importante que a pesquisa esteja presente e disponível para todas as áreas da organização.
Sempre que possível, deve-se realizar uma pesquisa mais profunda e outras complementares ao longo do tempo sobre um determinado produto ou serviço, para que os desejos do consumidor sejam atendidos completamente.
A pesquisa é uma grande fonte de conhecimento e traz consigo oportunidades que devem ser aproveitadas pelas organizações, gerando a união das áreas e permitindo ofertar ao mercado o melhor produto.

9 de junho de 2007

A evolução dos relacionamentos em Marketing

Atender ao cliente com excelência é um dos grandes desejos das organizações, a cada dia o relacionamento entre a empresa e o consumidor deve ser aprofundado, melhorado e trazer benefícios para ambos.
Como o mercado evolui constantemente, percebe-se que os consumidores aprenderam muito mais do que as organizações em pouco tempo, como por exemplo:
  • A possibilidade de comparar produtos: esta é uma conquista do ponto de vista do consumidor, mas para as organizações o número de concorrentes é que aumentou significativamente, e que traz experiências e avaliações muito mais racionais;
  • O relacionamento: o envolvimento do consumidor com as organizações passou a ser mais importante, pois existem muitos concorrentes e ao esquecer do cliente perde-se muito mais, mesmo assim as organizações buscam aprender constantemente qual é a melhor forma de agir com cada consumidor;
  • Personalização: existem produtos ou serviços que são "elaborados" para um único cliente, são modificados e tornam-se únicos, como percebe-se com computadores montados do jeito do consumidor, carros que ganham acessórios etc.;
  • Ética: com o aprendizado conquistado, o cliente exige uma postura altamente ética das organizações, levam em conta todas as suas atividades e ações tomadas no mercado, mesmo que para alguns executivos possa parecer um mero detalhe;
  • Fatores culturais: estudar a cultura local também auxilia a melhorar os relacionamentos entre a empresa e o cliente, evita que possíveis equívocos sejam cometidos e demonstra que a organização estudou corretamente o local onde resolveu atuar com seus produtos e serviços.
  • Muitas organizações aprendem continuamente, acompanham o desenvolvimento do mercado e percebem as mudanças que estão ocorrendo fora das quatro paredes.
Diante da rápida conquista do consumidor, também percebe-se que muitos processos organizacionais ganharam mais atenção.
Ainda existem muitos pontos que podem ser melhorados com o tempo, aprendizado e dedicação, mesmo assim o simples fato de manter o consumidor muito próximo da organização é um exercício diário e que traz as maiores informações que uma organização pode obter no mercado.
Além de oferecer os produtos desejados pelos consumidores, a organização deve cuidar dos relacionamentos, sejam eles internos ou externos, da mesma forma devem cuidar muito bem dos valores, da própria empresa e de seus colaboradores, gerando com isso um ambiente interno muito melhor.
O mercado muda rapidamente, mas o consumidor conseguiu, nestes últimos anos, mudar sua forma de interagir com as organizações muito mais, o que para algumas empresas ainda não é real.
Quando uma organização deixa de olhar fora de suas paredes e não acompanha o mercado, acaba deixando inúmeras oportunidades escaparem e torna-se obsoleta rapidamente.

8 de junho de 2007

Os estudos de mercado envolvendo Marketing

Analisar o mercado é uma das formas de encontrar novas oportunidades, descobrir nichos de mercado não atendidos e até mesmo ofertar seus produtos com diferenciais.
Diante da concorrência muitas organizações buscam mercados já saturados, tentando encontrar seu espaço e apenas dividindo o número de consumidores, reduzindo os lucros e as chances de sobreviver.
Um dos motivos que levam a entrar em um mercado já saturado é a falta de conhecimento do próprio mercado, realizar pesquisas fica em segundo plano e a organização é voltada somente para a produção, deixando de lado:
  • Diferenciação dos produtos;
  • A compreensão real da importância do atendimento;
  • Pesquisar o que o consumidor deseja;
  • Que oportunidades existem;
  • Como distribuir adequadamente;
  • Quais são os ciclos de vida;
  • Como a concorrência pode reagir.
Um dos fatores que leva ao sucesso é estudar constantemente o mercado, aprender com as outras organizações e perceber como melhorar continuamente todos os processos dentro da organização.
Também existem outros fatores que interferem diretamente no sucesso das organizações, como:
  • Planejamento;
  • Pesquisa;
  • Conhecimento;
  • Visão;
  • Cultura;
  • Auto aprendizado organizacional;
  • Integração.
Como a competição entre as organizações tornou-se global, percebe-se que o modo de lidar com a concorrência é completamente diferente, sempre há o que melhorar, seja em seus produtos ou serviços, em áreas de produção, de comunicação, reduzir custos de forma inteligente, fidelizar consumidores e permitir que novas oportunidades sejam percebidas constantemente.
Enquanto a organização puder pensar há uma grande oportunidade de sobreviver e ampliar seu ciclo de vida no mercado, evoluindo e acompanhando os desejos dos consumidores.

7 de junho de 2007

Marketing e a missão de fidelizar clientes

Manter a fidelidade dos consumidores é um dos desafios impostos pela concorrência, são inúmeras empresas ofertando produtos similares e atuando sobre um público-alvo em comum, gerando a necessidade de cada organização em buscar aperfeiçoamentos constantemente.
Os fatores que irão fidelizar um consumidor são emotivos e racionais, atualmente o cliente pesquisa com seus amigos que marca adquirir, testa o produto e procura informações para descobrir se o produto atende aos seus desejos.
As escolhas realizadas pelos consumidores podem parecer muito mais emocionais, também existem emoções envolvidas no processo de escolha, mas a racionalização da emoção é um ponto que atualmente é muito presente.
Em mercados com inúmeros concorrentes a decisão por uma determinada marca torna-se muito mais racional, talvez em seu primeiro contato com a marca e o produto a influência seja emocional, como uma tradição de família ou mesmo o encanto com o produto.
Além de ter um bom aspecto visual, o produto necessita trazer muitas informações, ter uma percepção de valor para o cliente e atender aos seus desejos.
Muitas pesquisas podem ser realizadas para que a fidelização do consumidor seja natural, como se a marca se torna-se o seu time de futebol, pois todos sabem que as pessoas podem trocar de casas, carros e tudo o que as cerca, mas o time de futebol é o mesmo sempre.
Para causa um impacto similar é necessário compreender realmente o que é desejado pelo consumidor, pesquisar torna-se a ferramenta mais importante neste processo e traz para dentro da organização os dados que permitem criar diferenciais.
Mesmo assim existem questões importantes a serem avaliadas no processo de fidelização, como:
  • Por que o cliente escolheu esta marca;
  • Que fatores o influenciaram na escolha;
  • Como atender aos próximos desejos;
  • Que tipo de atendimento o consumidor deseja;
  • O desejo foi completamente satisfeito;
  • Em que locais o cliente prefere encontrar o produto;
  • A comunicação foi fator decisivo no processo de escolha;
  • Que informações foram importantes na escolha do produto.
Ao analisar estas e outras questões, facilita-se o processo que permite encontrar a forma ideal de fidelizar o consumidor, com mais informações tudo torna-se mais fácil e ao mesmo tempo permite entender a diversidade de informações que se entrelaçam na mente do consumidor.
Fidelizar é um processo onde os dois lados ganham e sentem-se bem, trazendo benefícios mútuos e permitindo estabelecer uma relação duradoura.

6 de junho de 2007

Pontos que influenciam as decisões em Marketing

Analisar o mix de Marketing é um dos pontos que pode levar a descobrir possíveis diferenças na elaboração e definição de cada P, desta forma há a possibilidade de compreender os motivos que redirecionaram os produtos ou serviços para outro público-alvo ou simplesmente deixa o produto na prateleiras e os serviços sem procura.
Um dos grandes segredos está em buscar informações constantemente no mercado, permitir que o consumidor participe de pesquisas que direcionem para o melhor caminho.
Mesmo que a concorrência seja competitiva, existe espaço para disponibilizar um produto ou serviço muito bem alinhado em seus 4 P´s.
Mesmo assim é possível estudar o mercado como um todo, coletar dados que direcionam a organização e permitem uma avaliação mais profunda do próprio mercado e de como o consumidor percebe o produto ou serviço.
Diante das inúmeras pesquisas realizadas também nota-se que a influência direta do mercado no resultado final é grande, por isso é importante avaliar muito bem:
  • Concorrentes: independente do ramo todas as organizações possuem concorrentes, também existem muitos pontos que podem ser comuns entre a sua empresa e a concorrência, algumas incluem os produtos, a distribuição, as promoções etc.;
  • Consumidores: apenas produzir não é suficiente, o consumidor conhece muito bem os produtos e serviços, da sua empresa e da concorrência, por isso é muito importante saber exatamente o que o consumidor deseja adquirir e o quais fatores auxiliam o consumidor a tomar a decisão pelo seu produto;
  • Logística: para alguns a distribuição pode não ser importante, assim como as demais áreas da organização, mas este é um dos pontos que também são a diferença entre a sua e as outras empresas, o melhor processo de distribuição é reflexo da busca pela excelência.
A concorrência auxilia em inúmeros pontos a organização a desenvolver-se e encontrar oportunidades no mercado.
Quando as organizações tendem a entender uma oportunidade como um problema, acabam deixando para a concorrência um mercado específico, por falta de visão e distorção da definição de algumas palavras.
Para que todas as estratégias estejam alinhadas perfeitamente, o planejamento deve ser claro, de fácil compreensão e com dados altamente relevantes, pois as perguntas são mais importantes que as respostas.
Sempre que possível, devem ser avaliados pontos como:
  • Quem é o público-alvo;
  • Onde está o público-alvo;
  • Como levar o produto até o público-alvo;
  • Como fazer o atendimento no ponto de venda;
  • O produto ou serviço é desejado pelo público-alvo;
  • Como posicionar o produto em relação à concorrência.
Muitos outros pontos devem ser analisados, e com isso as estratégias serão alinhadas profundamente, permitindo ofertar no mercado o que é realmente desejado.
Em certos momentos a concorrência pode ser a referência mais relevante no mercado, evitando mercados saturados, encontrando novos nichos e priorizando os desejos dos consumidores.

5 de junho de 2007

Marketing não é feito com feeling

Elaborar estratégias com base em impulsos traz resultados inesperados e que atrapalham o desenvolvimento e crescimento organizacional, mesmo assim ainda existem pessoas que acreditam que com base em sentimentos (feelings) podem conquistar algo no mercado.
Até hoje somente uma pessoa consegue viver única e exclusivamente de feelings, esta pessoa é o músico Morris Albert.
Em uma era onde as pessoas se julgam conhecedoras e sábias ainda existem aquelas que acreditam que o mercado aceita produtos elaborados com base no que é um sentimento, de certa maneira ter sentimento para criar algo é extremamente importante e não há como criar nada sem sentimentos, mas sem pesquisar ou compreender o mercado transforma uma idéia que pode ser trabalhada em uma tentativa com grandes chances de fracasso.
Neste mercado altamente competitivo percebe-se que o maior desafio não está em criar o produto perfeito, mas dar aos clientes o seu objeto dos desejos, uma vez que cada pessoa têm uma percepção diferente e com isso o que é bom para um pode não ser para os demais.
O sucesso dos produtos depende dos estudos, das pesquisas e do incentivo a gerar novas idéias, e é fácil perceber que não há nenhum produto novo no mercado, todos eles utilizam conhecimentos já fundamentados na sociedade e apenas aplicam de maneira diferente, os gregos, na antigüidade, já afirmavam que não há mais nada no planeta para ser inventado.
Da mesma forma com que uma idéia possa parecer genial em seu princípio, é altamente recomendado buscar orientação, elaborar um estudo, descobrir se há um público-alvo desejando aquele produto recém pensado.
Para algumas organizações os investimentos em pesquisas dão novas fontes para aplicar seus conhecimentos, melhorar continuamente os produtos é um dos projetos que mais se destacam e o kaizen sempre demonstra que tudo pode ser melhorado sempre.
Existem setores em que a evolução tecnológica pode significar um grande avanço e trazer diferenciais para os produtos, da mesma maneira também deve-se pesquisar se o consumidor quer aquele produto daquela forma.
Os consumidores estão cada vez mais exigentes e com um conhecimento sobre os produtos e serviços muito maior e troca informações com seus amigos, faz comparações entre produtos similares e analisa qual é o melhor para si.
Uma grande oportunidade pode surgir quando alguém se dedica a procurá-la, levando em conta:
  • As pesquisas;
  • Que processos serão necessários para produzir;
  • Como distribuir;
  • O grande diferencial do produto;
  • O público que deseja o produto.
Todas as idéias podem ser válidas quando há uma base sólida e que traga dados reais da oportunidade encontrada, o que permite a organização investir mais tempo e pessoas em pesquisa e desenvolvimento.

4 de junho de 2007

Marketing e as famílias de produtos

Criar uma família de produtos pode ser uma grande solução para uma organização, mas um dos pontos que mais influencia nesta decisão é o estudo realizado e que permite colocar em prática a elaboração da família de produtos.
Em certos casos a falta de pesquisa com consumidores pode gerar problemas, pois apenas atrelar sua marca com "mais um" produto pode não ser o correto a ser feito.
Mesmo diante das vantagens obtidas ao lançar uma linha de produtos no formato família, percebe-se que algumas organizações acabam tomando esta iniciativa porque o concorrente também fez, mas ao mesmo tempo esquece de olhar para a sua própria organização e enxergar o que foi feito.
Copiar as soluções dos concorrentes pode ser um risco tão alto e desconhecido que algumas pessoas apenas tendem a correr atrás da concorrência, sem estudar, planejar, capacitar sua linha de produção ou mesmo entender o que está fazendo.
Todas as organizações que optam por criar uma família de produtos pode ter uma boa intenção, é possível entender que a concorrência está cada vez mais acirrada e o mercado exigente, mas descuidar de pontos importantes pode significar o pior.
Dentre os pontos mais relevantes, podem ser estudados:
  • Público-alvo: pesquisar junto as pessoas é um dos primeiros passos, não há como lançar um produto e imaginar que ele será adquirido e terá um longo ciclo de vida somente porque possui uma determinada marca, as pessoas entrevistadas podem direcionar quais são os elementos mais importantes e o que mais lhes atrai;
  • Lógica: para que uma família de produtos tenha mais chances de sucesso é necessário manter algumas características lógicas, os produtos são diferentes, mas a associação do consumidor com os demais é imediata, caso esse simples raciocínio não seja imediato, algo deve ser alterado;
  • Pesquisa: as perguntas corretas devem ser feitas, o público-alvo deve ser muito bem definido e o resultado deve trazer respostas e não dúvidas para a organização;
  • Ciclo de vida dos produtos: criar uma família sem conhecer o estágio do ciclo de vida do produto pode afastar a organização do sucesso esperado, um dos pontos mais "comuns" de lançamento de famílias de produtos é muito próximo ao estágio de maturidade, levando em conta que a marca é conhecida e há uma boa base de consumidores.
A grande concorrência é perceptível em qualquer setor do mercado, todas as organizações devem estudar continuamente, aprender sempre e melhorar de forma moderada.
Também existem muitos outros fatores que influenciam nas escolhas das organizações, e é ao menos razoável que haja uma estrutura bem definida no seu planejamento, acompanhando constantemente os acontecimentos e deixando em aberto a opção de melhoria em algum processo.
Criar uma família de produtos só é possível quando o planejamento é sólido e os estudos de mercado são constantes, as famílias só podem aumentar quando há capacidade em atender o consumidor adequadamente e todos sabem que cada produto é um filho para a organização.

3 de junho de 2007

Marketing e as paredes invisíveis da organização

Compartilhar as informações em um banco de dados pode ser uma prática comum dentro das organizações, certamente agiliza a tomada de decisão e permite melhorar o relacionamento com os clientes, mas há certas informações que devem ser filtradas e repassadas para áreas específicas da organização.
O gerenciamento de informações dentro de uma organização é um dos motivos que pode levar ao sucesso ou apenas manter a empresa onde ela está e permitir que a concorrência cresça e ganhe o seu espaço no mercado.
Diante das inúmeras soluções conhecidas, em termos de bancos de dados e compartilhamento de informações dentro da organização, pode-se notar que em muitos casos a falta de visão dos impactos positivos que são obtidos com a divisão de informações faz com que a empresa pare no tempo.
Claramente há filtros que são utilizados, para cada área um tipo de informação é importante e com isso o relacionamento com os clientes torna-se o ponto-chave e traz com isto uma nova dimensão para os colaboradores.
Quando os colaboradores são convocados a participar do processo de geração de idéias a empresa acaba ganhando, naturalmente quando se trata de redução de custos no processo produtivo o pessoal da linha de produção sabe exatamente o que acontece e como resolver este problema, mas dificilmente há uma consulta com este pessoal devido aos conceitos já previamente definidos, não há qualquer intenção de ouví-los.
Até mesmo as demais áreas podem colaborar de maneira tão efetiva que alguns dirigentes das organizações têm medo do resultado, desconhecem que o poder da informação é compartilhá-la e não trancá-la em uma gaveta.
Mesmo passando por mudanças estruturais, as organizações podem desenvolver seus modelos de gestão de informações, logicamente todos devem estar preparados e compreender que o trabalho de uma área influencia diretamente na outra, o pessoal da produção sabe que seu trabalho gera um produto a ser adquirido, mas o pessoal que está no ponto de vendas em contato com os clientes deve estar ciente de que a sua relação com o cliente permite uma nova aquisição no futuro.
Um dos pontos que mais atrapalha uma organização a chegar ao sucesso é justamente o pensamento de que o trabalho de uma área não interfere no seu, mas ao pensar assim a pessoa acaba esquecendo de que para comer depende de alguém para cultivar os legumes, vegetais, que eles devem ser transportados até o mercado, que devem ser selecionados antes de chegar as prateleiras, que devem ser acomodados adequadamente e que poderá comê-los quando forem preparados pela própria pessoa ou uma empregada e que será servido em pratos produzidos pela empresa X, usando talheres da empresa Y e assim por diante, mas naturalmente as pessoas se esquecem de todo o processo que há por trás dos produtos ofertados, uma vez que sempre se habituaram a adquirir e acabam levando um pensamento de que somente elas são responsáveis pelo sucesso de uma organização.
Uma das maneiras mais fáceis de estragar uma organização é permitir que o seu desenvolvimento seja travado, proibindo que as áreas mantenham um relacionamento, como se os departamentos fossem cadeias onde os confinados não podem manter contato com a cela ao lado, este é um exemplo praticamente absurdo, mas é assim que muitas empresas ainda insistem em funcionar.
Mas ainda assim existem muitos exemplos onde a organização trabalha em conjunto, há vários casos de sucesso no mundo e quando os seus modelos de gestão são avaliados a maior surpresa é a simplicidade com a qual lidam no quotidiano organizacional.
O maior desafio do homem não é fazer algo complexo, é exatamente o oposto, porque ele sempre é estimulado a lidar com aquilo que parece impossível e esquecer do que realmente importa, a simplicidade.
Todas as pessoas podem resolver problemas complexos, mas encontrar uma oportunidade é questão de treinar a mente para enxergar o óbvio, aquilo que está muito próximo e não é enxergado devido aos vícios ganhos no decorrer da vida.
Qualquer um pode enxergar uma montanha à distância, mas perceber que as pequenas pedras irão te derrubar é algo despercebido.

2 de junho de 2007

Marketing e a necessidade de pesquisar

Realizar pesquisas é um hábito a ser adquirido por todas as empresas, independente de seu porte ou segmento, para que sempre esteja um passo a frente da concorrência e com alguma vantagem competitiva.
Para muitas organizações a pesquisa acaba em segundo plano por desconhecerem que a própria empresa pode realizar uma pesquisa sem um investimento muito alto, dentro da própria organização existem pessoas que são capazes de criar um questionário tão bom quanto uma agência.
Mesmo assim ainda existem fatores que implicam na elaboração de uma pesquisa, são pontos fundamentais e que permitem às pessoas que irão responder uma compreensão aprofundada e correta do assunto da pesquisa.
Para que uma pesquisa possa coletar os dados corretos, as questões devem ser elaboradas cuidadosamente, com um foco sobre o objeto pesquisado, seja ele o produto ou serviço da organização e qual é o produto em questão.
Muitas pessoas têm um receio em responder pesquisas porque foram abordadas de maneira errada, tiveram que responder um número elevado de questões, foram influenciadas ou até mesmo sentiram-se obrigadas a responder.
Para evitar certos confrontos de idéias, podem ser criadas pesquisas que sejam objetivas e atendam pontos como:
  • Duração: todas as pesquisas longas dão a impressão de que a pessoa que responde perderá muito tempo respondendo, evidentemente existem pessoas que não se intimidam com a quantidade de perguntas, mas como atualmente as pessoas possuem pouco tempo disponível é melhor construir uma pesquisa de tamanho adequado e que seja respondida facilmente;
  • Vocabulário: utilizar uma linguagem pouco comum ao dia a dia do público que responde as questões é um equívoco que dá margem a interpretações que fogem do foco, deixam as pessoas envergonhadas e desta forma elas respondem sem saber sobre o que falaram, quanto mais próximo da realidade do entrevistado, melhor;
  • Número de questões e opções: estes dois fatores influenciam diretamente na disponibilidade das pessoas em responder, as questões deve ser claras, objetivas e deixar um número reduzido de opções para a pessoa, não há razões para colocar 20 opções, mas em algumas questões o simples sim e não também não auxilia muito;
  • Influência: o pesquisador não pode direcionar o entrevistado, por isso é bom que suas roupas sejam neutras (sem nome da empresa, sem crachá ou qualquer associação com a empresa, mesmo que seja um colaborador aplicando a pesquisa), para que a pessoa não tenha referências visuais de alguma marca ou organização.
Também podem ser incluídos outros pontos, que estudados pelas organizações auxiliam a criar uma pesquisa ética e sem influência externa ao entrevistado, da mesma forma há pesquisas em que as pessoas devem sabe o que é o produto para que seja feita uma mudança no mesmo ou para entender a satisfação do cliente.
Um dos pontos que mais auxilia a elaborar uma pesquisa é conhecer profundamente o público-alvo, seu comportamento, grau de instrução, faixa etária e até mesmo o local onde moram.
Todas as pesquisas são válidas quando a empresa compreende realmente a necessidade de estar em contato direto com o mercado, permitindo-se desenvolver novos produtos ou aplicações.

1 de junho de 2007

Marketing e o desejo de criar uma empresa

Empreender é um gesto que exige muito conhecimento e estudo, claramente no Brasil este é um impulso obrigatório a todos e que acaba influenciando diretamente na percepção do mercado e escolha do negócio.
Com uma cultura imposta de que todos devem empreender, o brasileiro acabam lançando-se em um mercado altamente competitivo e sem preparo, sem um estudo de mercado, sem análises que apontem as oportunidades e sem conhecer o público-alvo, concorrentes, fornecedores etc.
Em meio a esta corrida, especialmente pressionado e sem preparo, o brasileiro desconhece inúmeros pontos que podem facilitar a criação da sua empresa, e com isso descobre-se que de cada 10 empresas criadas em 1 ano 50% delas fecham, e em 5 anos de mercado o fechamento das empresas chega a 80%, causando efeitos devastadores na economia e na vida das pessoas.
Fatores como este são frutos de desconhecimento, e ao ficar desempregado o brasileiro parte, por influência, para a busca do seu próprio negócio, deixando de lado os estudos e conhecimentos necessários na área em que pretende atuar.
Um dos primeiros pontos em que as pessoas pensam é montar um negócio que hoje faz sucesso, parecendo que desta maneira também irá conseguir seu espaço, mas o que pode ocorrer é a divisão de clientes, nenhum dos concorrentes terá como evitar que os lucros acabem reduzidos e até corram o risco de fechar seu empreendimento, por fatores que são conhecidos e não podem ser evitados, como:
  • A criação de uma empresa dentro do raio já estudado pelo outro empreendedor, o que reduz o número de cliente;
  • Competição direcionada pelo preço, sem levar em conta os custos, impostos etc.;
  • Qualidade de atendimento no ponto de vendas.
Também existem aqueles que procuram conhecer o mercado, estudam as possibilidades e encontram suas oportunidades, mesmo passando por uma dificuldade presente durante toda a vida da empresa como a carga excessiva de impostos.
Mesmo assim há uma preocupação com todos os pontos, entre eles:
  • Estudar as oportunidades: encontrar o que é realmente um produto ou serviço que ainda não há no mercado, ou então especializar-se em um determinado segmento ou nicho de mercado;
  • Desenvolver-se ao longo do tempo: nem mesmo o empreendedor de uma micro empresa pode deixar de evoluir, mesmo que seu público-alvo seja fiel sempre há o que ofertar, seja um melhor atendimento, um produto ou serviço diferenciado e até mesmo ações que possibilitem ao cliente lembrar da marca quando lembrar do produto;
  • Conhecer os clientes: mesmo que seja simples, sempre há a necessidade de se implantar um programa de gerenciamento do relacionamento com clientes (CRM), um exemplo são as antigas mercearias, padarias e lojas onde o cliente sempre volta porque sabe que ali o atendimento é ajustado a ele, única e exclusivamente.
No mercado existem oportunidades que são mais atraentes para quem está iniciando suas atividades, atendendo um público-alvo e crescendo com planejamento.
Um outro exemplo que se pode citar é o que é feito em países como os Estados Unidos, onde, antes de iniciar seu negócio, o empreendedor já deve ter em mãos o seu plano de negócios, para que os próprios órgãos que permitem a criação da empresa apontem o melhor local a ser instalada a empresa, se o público-alvo é suficiente, se não irá interferir no raio dos concorrentes e até mesmo mudar o negócio, como passar de um público adulto para o jovem, facilitando o desenvolvimento do negócio e permitindo que a sobrevivência da empresa seja uma certeza.
Logicamente o modelo dos Estados Unidos é mais desenvolvido por certas características, mas alguns fatores podem ser copiados e utilizados para auxiliar aos empreendedores no simples fato de manter sua empresa viva, mesmo com uma grande concorrência.
Um outro aspecto que se pode notar é que em 95% das empresas que dão certo sempre foi feito um plano de negócios, foram estudadas as variáveis e a sorte foi fruto do trabalho árduo e diário do empreendedor.
O conhecimento é importante, mas a sabedoria com a qual será usado também influencia diretamente no resultado final.